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Pacientes com PTI denunciam falta de medicamento no Maranhão

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21 setembro 2021 - 14h00Por Redação
Pacientes com PTI denunciam falta de medicamento no Maranhão

Famílias de pacientes que sofrem com a púrpura trombocitopênica idiopática, também conhecida como "PTI", denunciam que o Revolade, medicamento usado para tratar desta doença autoimune está em falta há quatro meses na Farmácia Estadual de Medicamentos Especializados (FEME) e sem este remédio os pacientes sofrem com hemorragias constantes.

Como é o caso da lavradora Rosiane Silva de Melo, que diz que a sua filha possui esta doença. Rosiane revela que a sua filha, Ana Clara, está sem o remédio que precisa tomar para continuar a viver. Ela diz que não tem condições de bancar o medicamente que custa, atualmente, R$ 5 mil. “Porque o Governo, o Estado, sei lá, priorizem. Assim como a minha filha têm muitas pessoas que precisam desse remédio. Porque esse remédio salva vidas”.

Ana Clara, que tem 13 anos, foi diagnosticada com a doença, que é autoimune, há 10 anos. Ela sabe bem o que a PTI faz no corpo dela. “Eu passei por vários tratamentos e o único dele que fez efeito foi o Revolade e eu tou sem tomar ele há quase cinco meses porque ele tá em falta na FEME. Eu recebi ele através da FEME, que é uma farmácia aqui do estado do Maranhão e o meu último exame deu seis mil de plaquetas. Eu já cheguei a dois mil de plaquetas e não sobe porque eu estou sem tomar o remédio”

Sem o medicamento, os pacientes sofrem com hemorragias, as plaquetas do sangue caem de 360 mil para 6 mil ou até 2 mil plaquetas levando a hemorragias severas. A situação da filha da auxiliar de serviços gerais, Sirley Silva Cunha, também é desesperadora.

Sirley diz que teme pela vida da sua filha, pois ela já apresenta vários sintomas em virtude da falta do remédio.“Já está praticamente quatro meses sem a medicação e o meu desespero foi muito grande, é muito grande porque as plaquetas da minha filha caíram pra seis mil e começaram a surgir os sintomas. Sangramento na gengiva, manchas na pele, moleza, fadiga e ela tem limitações. Ela não pode jogar bola, ela não pode fazer muito esforço físico devido ao número de plaquetas no organismo dela”.

A medicação é cara, não é vendida em farmácias comuns e deve ser tomada pelo resto da vida. O fornecimento é feito pela FEME, mas o Revolade está em falta. Os pacientes contam que o medicamento está em falta desde junho de 2021 e grande parte das pessoas que denunciaram não moram em São Luís.

A estudante Yasmim Gabrielly Cunha uma vez por mês sai da cidade de Alcântara para a capital e nos últimos seis meses é a mesma resposta que ela tem recebido é que o remédio está em falta. “Todo mês eu me desloco da cidade de Alcântara pra São Luís pra fazer tratamento no Hemomar e para saber se o remédio já chegou na farmácia da FEME e toda vez é um não que nós recebemos. As minhas plaquetas chegaram a seis mil devido a falta do revolate. Comecei a sangrar pela gengiva, várias manchas apareceram no meu corpo”.

Fonte: G1 Maranhão